A Verdadeira História da Aviação

...Diziam que a história era verídica então fomos lá para conferir ! Se passa no sul de Minas Gerais, na cidade de Extrema que fica na fronteira com o estado de São Paulo. A dois quilômetros do centro, chegamos a um sítio bem cuidado e confortável. A bela casa branca, estilo americano de dois pavimentos, tinha colunas brancas na entrada e amplas janelas também brancas e dobráveis abertas para fora. Logo à frente, há uma linda piscina de contorno irregular. Água azul cristalina nos brindava com a sua quietude. As muitas folhas à tona nos revelavam que apesar de bem cuidada, neste dia ainda não as haviam retirado. Pareciam barquinhos de brinquedo navegando na superfície lisa e azulada !....

O dia estava quente e radiante. Havia um mormaço forte e a temperatura só não estava muito alta porque nos encontrávamos na zona rural. Havia um perfume no ar e insetos e pássaros zuniam alegremente excitados com o glamour do dia tão auspicioso. Após desligarmos o carro debaixo de uma frondosa árvore, fomos a pé em direção à residência. Na verdade, fomos convidados a fazer uma entrevista com o proprietário.

Apesar de já estarmos ensaiando como chegar em Marte, ainda há uma enorme controvérsia, a nível mundial, quanto ao fato de “quem voou primeiro em um dispositivo dirigível mais pesado que o ar”, ou seja, quem de fato inventou o avião: Santos Dumont, brasileiro ou os irmãos Wright, americanos ???...

... Fomos lá, até porque nosso anfitrião nos convidou e garantiu ter informações definitivas. Ele nos assegurara serem informações absolutamente verdadeiras e confiáveis e que poderiam por um fim a essa disputa histórica e interminável!...

Eu estava acompanhado da minha assistente que veio de Nova York, entusiasticamente para me ajudar a realizar essa entrevista.

O anúncio de que chegamos foi dado através de uma corda atrelada a um grande sino de bronze logo na entrada. Um puxão na corda e ... “Dooonnnggg”!.... algum tempo depois a enorme porta abriu-se e surgiu uma espécie de “governanta” e com uma voz tonitruante  sinteticamente robotizada, nos convidou a entrar...

Entramos ! Ampla sala muito bem decorada nos surpreendeu. Ao fundo, vistoso piano de caldas. A cortina semi-aberta deixava que uma réstia de luz se projetasse sobre o piso de taboa corrida de cerejeira que, encerado e brilhante refletia para o teto um tom amarelado, dando um charme especial àquele ambiente!

Ouvia-se somente o cantar dos pássaros lá fora. Naquele ambiente amplo em que nos encontrávamos tudo era muito tranqüilo e sereno, era um ambiente aconchegante e convidativo. Senti-me muito à vontade e logo me sentei na banqueta do piano e fiquei a dedilhar suavemente uma canção!...

Logo ouvimos passos. Da ampla escada em caracol que dava acesso à sala, surgiu no topo, a silhueta de mulher que veio se aproximando lentamente. Seu vestido era longo, um modelo esvoaçante como se fosse feito de lenços indianos em colorações azuis e lilases, tons sobre tons. Ela vinha como que “flutuando” pela escadaria abaixo, tal a leveza de seus passos. Sua roupa dava impressão de que se vestia de labaredas azuis!...  A mulher era muito bela - Alta, magra e um belo rosto - mas de uma beleza exótica. Aproximou-se, estendeu-me a mão direita enluvada a qual peguei e reverentemente beijei, cumprimentando-a. Logo mostrou-nos um largo sorriso colocando-nos à vontade.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

topo